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Potencial de florestas públicas em projetos de pagamento por serviços ambientais

Apoiado pelo BNDES, estudo aponta que projetos de restauração florestal podem mobilizar investimentos de até R$ 60 bilhões ao longo de 30 anos, principalmente na Amazônia. Áreas mapeadas têm potencial de gerar até 25,9 milhões de unidades de crédito de carbono verificadas (VUC) anualmente nesse tipo de iniciativa.

O BNDES divulgou nesta sexta-feira, dia 24, estudo que avalia o potencial de receita em pagamento por serviços ambientais (PSA) em florestas públicas e unidades de conversação no Brasil.

O trabalho aponta que há cerca de 2,5 milhões de hectares em unidades de conservação e áreas não destinadas que poderiam ser usadas em projetos de florestamento, reflorestamento e revegetação (ARR) e outros 63,2 milhões de hectares em iniciativas de redução de emissões por desmatamento evitado (REDD+), gerando receitas a partir de créditos de carbono.

Realizado com apoio do Banco por meio do Fundo de Estruturação de Projetos (FEP), o estudo sinaliza que a comercialização de créditos de carbono no mercado voluntário seria a principal fonte de receita em projetos de PSA. Nesse contexto, o trabalho apresenta um mapeamento de áreas elegíveis cobrindo todos os biomas brasileiros, além de estimar o potencial em termos de créditos de carbono gerados (VCU, verified carbon units).

Segundo a análise, projetos de restauração florestal (ARR) poderiam gerar cerca de 776 milhões de VCUs ao longo de um período de trinta anos – ou 25,9 milhões, em média, anualmente –, em um investimento total estimado de até R$ 60 bilhões. O bioma Amazônia responderia por mais de 91% desse potencial (711 milhões de VCUs), com estados como Pará, Rondônia e Amazonas concentrando a maior parte das áreas públicas elegíveis. Já no Cerrado, cujo potencial seria de aproximadamente 48 milhões de VCUs, Tocantins e Mato Grosso seriam os principais beneficiados.

O mapa a seguir apresenta algumas das principais unidades de conservação identificadas pelo potencial de geração de crédito de carbono em projetos de ARR: 

 

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No caso dos projetos de REDD+, o trabalho apresenta dois cenários distintos, que mostram como áreas de floresta pública no bioma Amazônia poderiam gerar receita pela conservação do estoque de carbono. A partir das 162 florestas públicas federais analisadas, o estudo conclui que poderiam ser originados entre 14,5 milhões e 33,9 milhões de VCUs por ano, especialmente em estados como Pará, Amazonas, Acre e Rondônia. O mapa a seguir mostra os diferentes tipos de floresta pública elegíveis.

 

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A publicação reforça que as parcerias público-privadas em projetos de PSA são uma linha de atuação estratégica para a conservação e restauração em áreas de floresta pública.

Veja a publicação completa

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