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OCDE destaca importância de bancos de desenvolvimento para a economia verde

De acordo com o estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), bancos como o BNDES e o Development Bank of Southern Africa (DBSA) têm apoiado de forma relevante os seus países a cumprir as metas do Acordo de Paris. Publicado este ano, em conjunto com o Banco Mundial e o Programa nas Nações Unidas para o Meio Ambiente (ONU Meio Ambiente), o trabalho destaca o papel dos bancos nacionais de desenvolvimento (BDs), especialmente de países em desenvolvimento, para o cumprimento dos objetivos globais de desenvolvimento sustentável e clima. 

 

De acordo com o estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), bancos como o BNDES e o Development Bank of Southern Africa (DBSA) têm apoiado de forma relevante os seus países a cumprir as metas do Acordo de Paris. Publicado este ano, em conjunto com o Banco Mundial e o Programa nas Nações Unidas para o Meio Ambiente (ONU Meio Ambiente), o trabalho destaca o papel dos bancos nacionais de desenvolvimento (BDs), especialmente de países em desenvolvimento, para o cumprimento dos objetivos globais de desenvolvimento sustentável e clima. 

 

Intitulado Financing Climate Futures: The role of National Development Banks in Brazil and South Africa, o estudo de caso compara as experiências dos BDs do Brasil e da África do Sul no financiamento a infraestrutura de baixo carbono e economia verde. Ele registra que o BNDES teve 22% dos seus desembolsos relacionados a finanças verdes, em 2017, o que contemplou apoio a projetos de energias renováveis e eficiência energética, transportes, agricultura e outros segmentos. No caso do DBSA, do total comprometido no mesmo ano, 45% estavam associados a finanças verdes. 

 

Segundo a análise, as principais “forças” dessas instituições no apoio ao desenvolvimento sustentável são:

  • mecanismos bem estabelecidos de financiamento à infraestrutura;
  • percepção de que são atores confiáveis no contexto nacional e com boa relação com os setores público e privado;
  • relação com fontes de financiamento internacional direcionadas às mudanças climáticas; e
  • capacidade de financiar em moeda local e mobilizar capital nacional. 

 

O documento, que faz parte da publicação Financing Climate Futures: Rethinking infrastructure, assinala ainda que os BDs estão modificando sua forma de atuação, passando de tradicionais financiadores de projetos de longo prazo a agentes mobilizadores de outras fontes de financiamento. A mudança tem relação com as restrições nas finanças públicas dos países e com a demanda crescente de investimento em infraestrutura. 

 

Os resultados do estudo foram apresentados ao público em evento da OCDE durante a 24ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP24, que acontece este ano em Katowice, na Polônia. 

 

 

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