O BNDES, desde o início de suas atividades, contribui para o desenvolvimento do conhecimento econômico, promovendo análises e reflexões internas e disponibilizando-as para a sociedade por meio de sua produção editorial. O economista Fernando Pimentel Puga, em depoimento colhido pelo programa de memória do Banco, durante as comemorações do aniversário de 60 anos da instituição, em 2012, compartilha sua visão quanto à atuação institucional na produção de estudos e linhas de pesquisa.
No Brasil, a primeira experiência em microcrédito foi desenvolvida pela União Nordestina de Assistência a Pequenas Organizações nas cidades de Recife (PE) e Salvador (BA). Conhecida como Programa Uno, funcionou de 1973 a 1991. Na década de 1980, surgiram as primeiras unidades da Rede Ceape e do Banco da Mulher, com objetivo de oferecer crédito a microempreendedores. Essas instituições eram afiliadas a redes internacionais, tais como: Acción Internacional, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Inter-American Foundation e Women’s World Banking.
O BNDES, ao longo de sua história, vem se concretizando como um centro produtor de conhecimento econômico, contribuindo para a reflexão e a tomada de decisão quanto aos direcionamentos das políticas nacionais. Com a organização de eventos técnico-científicos, e a publicação e distribuição de livros, relatórios e periódicos especializados, o Banco busca tornar público o conhecimento produzido por seu corpo funcional sobre setores e temas relevantes para o desenvolvimento do país.
O crescimento econômico e a competitividade internacional de um país, em um horizonte de longo prazo, dependem, em grande parte, do fomento à criação de empresas inovadoras e de base tecnológica. A inovação é uma variável essencial na equação do desenvolvimento, sobretudo no que se refere aos mercados e setores intensivos em tecnologia. Em um cenário de evolução científica acelerada e de surgimento de novas tecnologias disruptivas, encontrar formas de garantir o capital necessário para o desenvolvimento de empresas de base tecnológica é fundamental. O maior desafio é atrair investimentos em empreendimentos e projetos com altos graus de risco e incerteza. Nesse contexto o amadurecimento e a ampliação do mercado de capital de risco se torna estratégico para o Brasil.