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Atuação socioambiental no setor financeiro

Entre maio e agosto de 2017, o BNDES consultou oito instituições financeiras de desenvolvimento sobre sua atuação socioambiental com o objetivo de identificar boas práticas e oportunidades para o aprimoramento do sistema de gestão socioambiental do BNDES, no âmbito do plano de implementação de sua Política de Responsabilidade Social e Ambiental (PRSA). 

Entre maio e agosto de 2017, o BNDES consultou oito instituições financeiras de desenvolvimento sobre sua atuação socioambiental com o objetivo de identificar boas práticas e oportunidades para o aprimoramento do sistema de gestão socioambiental do BNDES, no âmbito do plano de implementação de sua Política de Responsabilidade Social e Ambiental (PRSA). 

As entrevistas contemplaram as seguintes dimensões: 

  • direcionamento estratégico; 
  • formalização de políticas e procedimentos internos; 
  • estrutura organizacional; 
  • análise e acompanhamento socioambiental; 
  • operações com instituições financeiras; 
  • práticas de transparência e engajamento com partes interessadas;
  • mudança do clima; e
  • desafios na implantação de sistema de gestão socioambiental.

 

Instituições consultadas:

 

BNDES - imagem ilustrativa Banco Mundial (Bird)
BNDES - imagem ilustrativa International Finance Corporation (IFC)
BNDES - imagem ilustrativa Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)
BNDES - imagem ilustrativa Banco de Desenvolvimento Alemão (KfW)
BNDES - imagem ilustrativa Banco de Desenvolvimento Holandês (FMO)
BNDES - imagem ilustrativa Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD)
BNDES - imagem ilustrativa Sociedade de promoção e de participação para a cooperação econômica (Proparco) – subsidiária da AFD para apoio ao setor privado
BNDES - imagem ilustrativa Agência Canadense de Exportação (EDC)

Mudanças climáticas e promoção do desenvolvimento sustentável são destaques no direcionamento estratégico

Sobre o direcionamento estratégico, foi observado que duas temáticas estão notadamente presentes: a mudança do clima e a promoção do desenvolvimento sustentável, com a priorização de alguns dos objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, da ONU. 

Entre as principais tendências em relação às mudanças climáticas estão:

  • Disclosure de informações financeiras relacionadas ao impacto das mudanças climáticas: integração da gestão de riscos climáticos na avaliação da carteira e de novos projetos, e transparência quanto à exposição frente aos riscos climáticos;
  • Desinvestimento em carbono: Transferência de recursos de atividades intensivas em carbono para investimentos verdes.

As instituições entrevistadas relataram participar de iniciativas para tratamento da dimensão climática no setor financeiro. A temática é foco, por exemplo, de grupo de trabalho de bancos multilaterais e de iniciativas como a Mainstreaming  Climate  Action  in  Financial  Institutions. 

Em relação à promoção do desenvolvimento sustentável, o direcionamento estratégico das instituições prioriza um ou mais objetivos estabelecidos na Agenda 2030. O compromisso de bancos multilaterais de desenvolvimento com essa agenda foi formalizada em outubro de 2016 por meio da declaração: Statement by Multilateral Development Banks: Delivering on the 2030 Agenda

Busca-se, assim, pactuar ações comuns a fim de abordar questões críticas na implementação dos objetivos do desenvolvimento sustentável, como deslocamento forçado, infraestrutura, urbanização, financiamento climático e investimento privado.

Acesse o relatório Atuação socioambiental no setor financeiro: benchmarking com instituições financeiras de desenvolvimento e conheça os resultados completos das demais dimensões da pesquisa. 

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