Pular para o conteúdo principal

Menu

Estudos especiais Post

Com reforço no funding, Fundo Clima é instrumento importante das novas políticas de desenvolvimento

Primeiro estudo especial de 2024 traz histórico do fundo e perspectivas para os próximos anos, com incremento nas suas fontes de recursos e novos eixos de atuação.

Edição n. 14/2024

Em novembro de 2023, o Tesouro Nacional emitiu US$ 2 bilhões em títulos soberanos sustentáveis no mercado internacional com prazo de sete anos: o Global 2031 ESG. Esse montante financiará, em parte, o incremento de funding previsto para o Fundo Nacional sobre Mudança Climática (Fundo Clima) em 2024, que deve atingir R$ 10 bilhões. Com isso, o Fundo Clima será um dos principais fundos nacionais de mitigação e adaptação aos efeitos das mudanças climáticas do mundo.

O Fundo Clima foi instituído como instrumento da Política Nacional sobre Mudança do Clima, em 2009. Vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (MMA), o fundo recebe recursos de participação especial de petróleo e outras fontes e investe recursos reembolsáveis, via BNDES, e não reembolsáveis, via MMA, para apoiar projetos ou estudos e financiamentos de empreendimentos que visem a mitigação e a adaptação à mudança climática e aos seus efeitos.

Apesar de relevante, o Fundo Clima é até hoje utilizado abaixo de suas potencialidades, tendo recebido no total, até 2022, R$ 2,5 bilhões. Com a entrada esperada de até R$ 10 bilhões, o fundo ganha relevância em um momento em que o meio ambiente vem sendo alçado ao centro das políticas de desenvolvimento.

Para 2024, o Plano Anual de Aplicação de Recursos (PAAR) do Fundo Clima está organizado em seis grandes finalidades, com destaque para a promoção de novos investimentos associados a tecnologias sustentáveis, como eletrificação das frotas de ônibus para transporte público, hidrogênio verde e combustíveis sustentáveis, e o desenvolvimento urbano resiliente e sustentável, com investimentos, por exemplo, em gestão de desastres e requalificação urbana de áreas de risco. Haverá também foco na recomposição da cobertura vegetal, que contará com a menor taxa de juros de 1% ao ano, e na promoção de uma indústria e inovação verdes, para promoção da descarbonização, da bioeconomia e de startups de inovação climática.

Por fim, o Novo Fundo Clima priorizará também o monitoramento e a avaliação de impacto de suas operações, o que incluirá o cálculo de emissões evitadas por meio da carteira apoiada.

 

>>Acesse o estudo completo aqui

 

 

 

Se você gostou desse conteúdo, confira esses:

Capa da noticia - Resultado do PIB consolida desaceleração da atividade no 3T25
Estudos especiais
Post

Resultado do PIB consolida desaceleração da atividade no 3T25

O produto interno bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,1% no terceiro trimestre de 2025 (3T/2025) na comparação com o trimestre imediatamente anterior, na série ajustada sazonalmente. O resultado ficou praticamente em linha com a mediana das expectativas de mercado (0,1%).
Capa da noticia - <p>Crédito rural do BNDES e considerações sobre concentração fundiária no Brasil</p>
Estudos especiais
Post

Crédito rural do BNDES e considerações sobre concentração fundiária no Brasil

O Estudo especial do BNDES 62 busca trazer algumas evidências de como o crédito rural tem se relacionado com a concentração de terras no país e qual o papel desempenhado pelo BNDES.
Capa da noticia - <p>O <em>funding</em> verde dos bancos de desenvolvimento: de onde vem?</p>
Estudos especiais
Post

O funding verde dos bancos de desenvolvimento: de onde vem?

No contexto da atual emergência climática, os bancos de desenvolvimento vêm ampliando sua atuação direcionada à descarbonização e preservação ambiental e, consequentemente, buscado novas fontes de recursos para esse fim. O Estudo especial do BNDES 61 analisa de onde vem o funding verde dos principais bancos de desenvolvimento, comparando o BNDES aos seus pares.
Capa da noticia - Emissões de gases do efeito estufa (GEE) evitadas e removidas do BNDES com o apoio do Fundo Clima
Estudos especiais
Post

Emissões de gases do efeito estufa (GEE) evitadas e removidas do BNDES com o apoio do Fundo Clima

O Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima) é uma das principais fontes de recursos para o alcance das metas brasileiras do Acordo de Paris. As reduções ou remoções de carbono viabilizadas por meio de seus projetos são um de seus indicadores de efetividade de maior relevância. Nesse processo, as ferramentas utilizadas pelo BNDES para a realização deste cálculo são reconhecidas por sua transparência metodológica, colocando o Fundo Clima em posição de destaque.

O que você está buscando?