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Fatores condicionantes da dívida líquida do setor público no Brasil

O Estudo especial 32 analisa as condicionantes de variação da dívida líquida do setor público no Brasil em uma perspectiva de longo prazo, indo além das variáveis de resultado primário, taxa de juros incidente sobre o estoque do endividamento e taxa de crescimento do produto interno bruto (PIB).

Edição n. 32/2024

Em geral, quando se analisa a dinâmica da dívida pública, os economistas se concentram em poucas variáveis, tais como resultado primário, taxa de juros incidente sobre o estoque do endividamento e taxa de crescimento do produto interno bruto (PIB). De fato, partindo dessas três variáveis e da expectativa com relação aos seus comportamentos, é possível analisar e projetar a evolução do endividamento público como proporção do PIB.

 

No entanto, restringir a análise a essas três variáveis, para o caso brasileiro, fornece apenas uma visão parcial do processo. Para entender de maneira mais detida a evolução da dívida pública no Brasil, é necessário avaliar uma gama maior de fatores condicionantes.

 

A partir do conjunto de tabelas especiais do Banco Central do Brasil (BCB), o Estudo Especial 32 analisa as condicionantes de variação da dívida líquida do setor público no Brasil em uma perspectiva de longo prazo. Entre as condicionantes estão:

 

Necessidade de financiamento do setor público – NFSP (resultado nominal do setor público: considera tanto o resultado primário quanto o pagamento líquido de juros nominais

Ajuste metodológico interno: diferença entre a variação dos estoques em BRL da dívida mobiliária interna indexada ao câmbio e os fluxos em USD da dívida mobiliária interna indexada ao câmbio, convertidos em BRL pela taxa de câmbio média (compra) do período.

Ajuste metodológico externo: diferença entre a variação dos estoques em BRL da dívida externa líquida, obtidos pela taxa de câmbio de final de período (compra), e os fluxos em USD da dívida externa líquida, convertidos pela taxa de câmbio média (compra) do período.

Ajuste de paridade: inclui ajuste de paridade da cesta de moedas que integram a dívida externa, bem como demais ajustes da área externa.

Ajuste de caixa-competência: engloba diferenças entre os critérios de caixa e competência na área externa.

Reconhecimento de dívidas (“esqueletos”) ou passivos contingentes: dívidas oriundas do passado que são reconhecidas atualmente.

Privatizações: venda de ativos do setor público, como, por exemplo, empresas estatais.

 

Leia o Estudo especial 32 na íntegra e conheça o resultado dessa análise.

 

 

Temas:
PIB

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