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Descarbonização da indústria de base: um estudo aprofundado

Após o sumário executivo apresentado em agosto de 2024, lançamos agora a íntegra do estudo Descarbonização da Indústria de Base, com panorama abrangente de cada setor da indústria de base, cenários climáticos para a economia brasileira e as políticas públicas necessárias para alcançá-los, potenciais contribuições da indústria de base para uma economia de baixo carbono e estratégias transversais de descarbonização, aplicáveis a seus diversos setores.  

 

Após o sumário executivo apresentado em agosto de 2024, lançamos agora a íntegra do estudo Descarbonização da Indústria de Base.

Baseado no Seminário de Descarbonização da Indústria de Base, a publicação organiza o conteúdo profundo e diversificado discutido no evento, que contou com a participação de entidades representativas das indústrias de cimento, fertilizantes, siderurgia, química, base florestal e mineração, além de com a academia e com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial e a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República.

 

Realidade setorial: as agendas de descarbonização

A discussão, registro do apresentado por representantes da indústria durante o evento, passa por um panorama abrangente de cada setor da indústria de base, com explicações de seus processos produtivos, identificação das fontes de emissões de gases de efeito estufa e apresentação de suas agendas de descarbonização. Ao longo do texto são apresentados ainda casos de sucesso das empresas, ilustrando diferentes rotas rumo a esse futuro mais verde.

A publicação Descarbonização da indústria de base apresenta os principais cenários climáticos para a economia brasileira e a importância dos instrumentos de política para o progresso do tema; aborda também como esses cenários se relacionam com a indústria de base, indicando as potenciais contribuições dessa indústria para uma economia de baixo carbono e as estratégias transversais de descarbonização, aplicáveis a diversos setores dessa indústria.

 

Indústrias de base: diferenciais brasileiros

Fica clara, na discussão, a posição privilegiada da qual as indústrias de base no Brasil desfrutam em função de fatores como a disponibilidade ampla de terras para além do uso para produção de alimentos e manutenção da biodiversidade; a alta taxa de crescimento vegetal e capacidade comprovada na produção em escala de biomassa certificada; a disponibilidade de água; as reservas minerais de alta qualidade, incluindo minério de ferro e minerais críticos para transição energética; uma matriz energética predominantemente renovável com recursos potenciais em qualidade e quantidade; e capital humano e infraestrutura de ciência e tecnologia. Entre estes, cabe destacar o diferencial brasileiro quanto à utilização sustentável da biomassa, capaz de substituir insumos fósseis em diversos setores.

As vantagens competitivas citadas acima e os investimentos anteriores para maior eficiência operacional e ambiental fazem com que a produção da indústria brasileira seja, muitas vezes, de menor intensidade carbônica que a dos demais países produtores para as mesmas tecnologias. No entanto, apesar dos esforços já realizados, há ainda um importante caminho a ser percorrido para atender às metas de redução e neutralidade de carbono atuais.

A implementação e a velocidade de avanço dessas rotas dependerão diretamente da capacidade de investimento dos agentes no Brasil. Diversos países têm implementado políticas robustas que contemplam instrumentos de financiamento e compartilhamento de risco, internalização do custo de carbono via mercado e mecanismos de ajuste de fronteira, além de outros esforços para impulsionar o desenvolvimento de novas tecnologias e a cooperação internacional.

Essas políticas são fundamentais para concretizar investimentos transformadores em indústrias com alta ociosidade, viabilizar capital intensivo para novas plantas que incorporam tecnologias pouco consolidadas, ampliar a competitividade de rotas de baixo carbono vis-à-vis as rotas consolidadas à base de recursos fósseis, amadurecer regulações sobre rotas prioritárias, como as de hidrogênio e biometano, garantir a disponibilidade, sustentabilidade e custo de materiais essenciais e o permitir o aprendizado tecnológico e desenvolvimento de novas rotas.

O estabelecimento de políticas públicas adequadas, o fortalecimento da agenda de cooperação e parcerias internacionais, o fomento à P&D e a integração de novas tecnologias aos processos, além da conscientização sobre a urgência das mudanças climáticas, são condições necessárias para que o país possa superar esses desafios em prol da ampliação dos investimentos.

 

Acesse a publicação e fique por dentro da discussão.

 

 

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