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Descarbonização dos transportes: perspectivas diante da transição energética

A descarbonização do setor de transportes será fundamental para o atingimento das metas do Acordo de Paris. A recém-lançada publicação Descarbonização dos transportes – Perspectivas diante da transição energética aborda os desafios e oportunidades para os setores automotivo, de minerais críticos, de biocombustíveis, de logística e de mobilidade urbana nesse contexto, em uma discussão que engloba infraestrutura, neoindustrialização e economia de baixo carbono simultaneamente.  

O setor de transportes é responsável por aproximadamente 27% das emissões globais de gases de efeito estufa, além de ser o principal emissor no segmento de energia no Brasil, com 9% das emissões totais brasileiras em 2019.

Dessa forma, é fundamental que a descarbonização da mobilidade seja um dos focos das políticas públicas voltadas para a redução das emissões no Brasil e no mundo na busca pelo cumprimento das metas do Acordo de Paris, que visa zerar as emissões líquidas de carbono até 2050.

A publicação Descarbonização dos transportes – Perspectivas diante da transição energética compila a visão dos técnicos do BNDES sobre o tema, apontando as oportunidades e desafios para o país por meio de debates que englobam simultaneamente infraestrutura, neoindustrialização e economia de baixo carbono.

Os seis textos que compõem essa edição buscam ampliar nossa compreensão sobre a estrutura produtiva brasileira no que diz respeito ao setor de transportes – avaliando, entre outras questões, sua competitividade e possibilidades de criação de valor –, sem perder de vista a contribuição que as transformações da estrutura produtiva podem exercer sobre diversos aspectos da sociedade.

O primeiro artigo, Desempenho recente da economia brasileira e retomada das políticas públicas, de Job Rodrigues, Thiago Miguez, Gabriel Daudt e Felipe Marques, resume a situação econômica nos últimos vinte anos e situa o leitor sobre questões importantes nos âmbitos macroeconômico e produtivo. Esse preâmbulo é importante para o entendimento dos desafios lançados nos cinco artigos seguintes, que abordam a descarbonização dos transportes sob as óticas dos setores automotivo, de minerais críticos, de biocombustíveis, de logística e de mobilidade urbana.

No segundo artigo, A descarbonização do setor automotivo como uma oportunidade para a engenharia automotiva brasileira, Bruno Plattek, Paulo Renato Villarim e Carlos Eduardo Cavalcanti partem da importância do setor automotivo na economia brasileira para discutir a eletrificação veicular, a posição atual do Brasil no desenvolvimento e na disponibilidade de diferentes plataformas de veículos (elétrica, biocombustíveis, híbridas etc.) e as possibilidades de políticas industriais e tecnológicas para viabilizar novas tecnologias de descarbonização da mobilidade.

Em Oportunidades na cadeia de materiais minerais para baterias de veículos elétricos, Pedro Paulo Dias e João Paulo Cotta da Silva identificam oportunidades para o desenvolvimento das cadeias de materiais para baterias no Brasil, em especial no que diz respeito a quatro minerais considerados de maior destaque na produção de baterias: lítio, níquel, grafite e manganês.

O quarto artigo, O papel dos biocombustíveis na transição energética da mobilidade, de Artur Yabe Milanez, Diego Duque Guimarães, Marcelo Machado da Silva e Vinícius Toshio Pereira Nakano, explora as diversas oportunidades do mercado de biocombustíveis nos próximos anos. A partir de um panorama atual de diversos produtos no Brasil e no mundo, é apresentado o potencial de descarbonização existente no biocombustível gerado a partir da cana-de-açúcar e discutida a articulação institucional necessária para a divulgação e promoção da adoção desse combustível também em outros países.

Os ônibus elétricos e a descarbonização da mobilidade urbana, de Filipe de Oliveira Souza e Clarissa Taquette Vaz, aborda a importância de uma política de investimentos em ônibus elétricos para a descarbonização da mobilidade urbana. Entre os temas tratados estão a sobrevalorização do plano de eletrificação dos transportes e a subestimação da estratégia de priorização do transporte público em relação ao transporte individual, o mercado mundial, os benefícios, os desafios e o potencial brasileiro para a implementação dos ônibus elétricos.

O artigo Descarbonização no transporte de cargas: alteração estrutural da matriz logística versus ganhos de eficiência nos modos de transporte, de Felipe Borim Villen, Tiago Toledo Ferreira, Bernardo Furtado Nunes, Edson José Dalto, Marco Aurélio Cabral Pinto e Paulo Marcelo Machado Costa, fecha a publicação com um exercício de estimação do impacto das emissões do transporte de carga no Brasil considerando uma mudança na matriz de transporte do modo rodoviário para outros de menor emissão. O artigo elenca algumas alternativas para a redução das emissões do setor que passam por uma mudança estrutural na matriz de transporte brasileira, com a transferência de carga do setor rodoviário para outros modos de transporte mais eficientes.

Assim, a publicação traça uma análise que combina elementos macroeconômicos e setoriais, com o objetivo de aprimorar a formulação de políticas públicas, elementos necessários para uma transformação do país que seja sustentável e com justiça social.

Acesse a publicação completa.

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