Em novembro de 2015, quase duzentos países aprovaram o chamado Acordo de Paris, um marco internacional que busca reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera em quantidade suficiente para manter o aquecimento global abaixo de 2 oC. Em razão da magnitude desse desafio, será necessário desenvolver alternativas de energia renovável também para o setor de transportes que, embora muitas vezes negligenciado nas discussões internacionais sobre a mudança climática, representa quase um quarto das emissões globais de CO2.
Com o objetivo de prestar contas à sociedade brasileira, o Livro verde: nossa história tal como ela é faz um balanço integrado e abrangente da atuação do BNDES no período de 2001 a 2016. Lançada em julho de 2017, em sua versão preliminar, a publicação ganha agora sua forma final, em uma edição de mais de 300 páginas, composta por boxes, infográficos, tabelas e gráficos que buscam explicar de forma clara e objetiva temas como os empréstimos do Tesouro Nacional e os apoios à JBS, às exportações de serviços e ao “Grupo X”.
Os setores de mineração e de metais enfrentam atualmente um período de grandes desafios, principalmente no que se refere ao desenvolvimento e à adoção de novas tecnologias para redução dos impactos ambientais e sociais causados pela mineração e metalurgia. Dentre os principais movimentos estruturais a afetar o setor, destacam-se a agenda de promoção de maior sustentabilidade socioambiental e o desenvolvimento de um conjunto de novas tecnologias.
A melhoria e evolução na infraestrutura de transportes é um fator essencial para alavancar o crescimento social e econômico do país. No Brasil, em grandes porções da Amazônia e do Centro-Oeste, a produção, o armazenamento e a distribuição de bens e produtos, assim como o tráfego de pessoas, são afetados pela precariedade ou até mesmo a inexistência de modais de transporte eficientes e adequados para movimentação e, consequentemente, pela impossibilidade de geração de riqueza decorrente. A falta de conexão da grande extensão territorial brasileira, concomitante à descentralização da produção, gera desafios para o setor e para o governo. É necessário estabelecer e desenvolver soluções eficientes para a falta de sistemas e facilidades de transporte, que impede a integração regional e o desenvolvimento de grandes áreas do interior do país
Bancos de desenvolvimento fomentam e promovem o desenvolvimento com base nas prioridades definidas em sua missão e precisam preservar sua sustentabilidade financeira, respeitar princípios bancários e regras de regulação. A definição de que projetos apoiar demanda conhecimento técnico, que pode ser suportado por uma explicitação prévia dos resultados esperados e das perspectivas de desenvolvimento resultantes. Medir o desenvolvimento é responsabilidade complexa, dado seu caráter multifacetado e evolutivo. No caso do banco de desenvolvimento brasileiro, o BNDES, foi criado um instrumento qualitativo para auxiliar na tomada de decisão de apoio financeiro, capaz de reconhecer, de antemão, os efeitos esperados de projetos de investimento nos diversos aspectos que compõem o desenvolvimento, para além da dimensão econômica.