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Estudo Especial n. 13 analisa PIB do terceiro trimestre de 2023

O resultado do PIB do 3T/2023, com uma alta de 0,1% na margem, veio acima das expectativas de mercado, que previa uma queda de -0,2%. Com esse desempenho, o nível da atividade econômica renovou seu recorde, mantendo-se praticamente em linha com a tendência observada entre 2017 e 2019, que teve uma alta de 0,5% ao trimestre ou 1,8% em termos anualizados.

Edição n. 13/2023

O resultado do PIB do 3T/2023, com uma alta de 0,1% na margem, veio acima das expectativas de mercado, que previa uma queda de -0,2%. Com esse desempenho, o nível da atividade econômica renovou seu recorde, mantendo-se praticamente em linha com a tendência observada entre 2017 e 2019, que teve uma alta de 0,5% ao trimestre ou 1,8% em termos anualizados.

Esse resultado consolida a percepção de desaceleração da atividade econômica ao longo do ano de 2023, mas em menor grau em comparação às expectativas que apontavam para uma contração nesse trimestre. O crescimento do PIB no primeiro semestre do ano, amparado pelo bom desempenho da agropecuária e dos serviços – pelo lado da oferta – e do consumo das famílias – pelo lado da demanda – garante uma expansão anual em torno de 3,0% (carry-over de 2023).

O primeiro semestre foi bastante dinâmico, tanto por causa da supersafra agrícola e da resiliência do setor de serviços quanto devido ao impulso fiscal do governo a partir da PEC da Transição, com a manutenção do Bolsa Família em R$ 600,00 e adicional de R$ 150,00 por criança de até 6 anos e com o aumento do salário mínimo e a recomposição de gastos em áreas prioritárias que estavam em eminente shutdown em 2022. A queda da inflação, em particular nos preços de alimentos, também gera impacto positivo na renda das famílias, estimulando o consumo principalmente de pessoas com menores faixas de renda

A preocupação reside na dinâmica dos investimentos. Tanto a parte relativa ao segmento de bens de capital quanto a referente ao setor de construção mostra perda de dinamismo no curto prazo. A expectativa é de que, com a continuidade do ciclo de flexibilização monetária em curso, esse cenário seja, em alguma medida, revertido para 2024. A adoção articulada de políticas públicas, como o Novo PAC, a nova Política Industrial e o Plano de Transição Ecológica do Governo Federal tendem a contribuir para um maior dinamismo do investimento, tanto por meio da execução de projetos quanto pelo alinhamento e impulso dos investimentos privados.

 

>>Acesse o estudo completo aqui

 

 

 

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