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Sem custos previdenciários, FAT teria superávit mesmo em cenário pessimista, diz estudo

Novo número da série Estudos Especiais do BNDES elabora três cenários de futuro para as contas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT): base, otimista e pessimista. A estimativa considera a manutenção ou não das despesas previdenciárias introduzidas no fundo em 2019 pela Reforma da Previdência.

Edição n. 10/2023

Novo número da série Estudos Especiais do BNDES elabora três cenários de futuro para as contas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT): base, otimista e pessimista. A estimativa considera a manutenção ou não das despesas previdenciárias introduzidas no fundo em 2019 pela Reforma da Previdência.

As simulações indicam que, sem os gastos previdenciários, em qualquer dos cenários o resultado do FAT seria superavitário durante todo o período de 2024 a 2032. Com a manutenção dos repasses, porém, o fundo só se mantém superavitário ao longo da próxima década no horizonte otimista.

Além de discutir o impacto de mudanças institucionais e legislativas recentes, a análise apresenta um breve histórico do funcionamento do FAT, faz um retrospecto do equilíbrio econômico-financeiro do fundo nas últimas décadas e a evolução de seu patrimônio líquido.

Estabelecido com a Constituição de 1988, o Fundo de Amparo ao Trabalhador recebe recursos arrecadados pelo Programa de Integração Social e pelo Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS-Pasep), que são destinados ao custeio do seguro-desemprego e do abono salarial.

Parte da arrecadação do FAT é transferida ao BNDES. Essa é a principal fonte de financiamento do Banco. Os recursos permitem à instituição prover crédito a programas de desenvolvimento econômico e agendas estratégicas para o país, como a transição energética. O Banco, por sua vez, remunera o FAT de acordo com a sua taxa de juros.

Nos últimos anos, algumas mudanças legais alteraram a dinâmica de receitas e despesas do FAT. Por um lado, o maior rigor na concessão dos benefícios sociais, a partir da edição da Medida Provisória 665/2014, e a adoção da Taxa de Longo Prazo (TLP) como referência de custo do BNDES geraram uma tendência de melhoria do resultado do Fundo.

Por outro, a Reforma da Previdência, aprovada pela Emenda Constitucional 103/2019, levou a um aumento das despesas do FAT, ao incluir gastos previdenciários entre suas obrigações. A Reforma também reduziu o percentual de recursos repassados ao BNDES, de 40% para 28%, mas o impacto da medida foi compensado pela extinção da Desvinculação de Receitas da União (DRUs) sobre a arrecadação do PIS-Pasep.

 

>>Acesse o estudo completo

 

 

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FAT

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